AMOR
És fel de tão doce
Teus lábios são de desejo
Desejo por desejo e de vontade
Vontade, presente de um dia eloquente
Puras realidades, concretas amizades
Ilusão de olhos cessantes, ilusão de amantes
A ternura é prestada no íntimo
Assim tu és, eu quero
E as juras formadas mas nunca alcançadas?
Porque?
Não existem, as fantasias são sombrias
Temi e pedi, mas perdi…
Quero agora voltar
Não sei como, dualidades
Que para mim são fatalidades
Não que eu as queiras
Mas seguem minha ombreira
Oh…
Eu sou assim…
Não me mato, nem quero morrer
Também os pássaros são exímios
Sou incompreensível…
E nem eu me compreendo
E evoco as musas e a tágides
Evoco também os seres marinhos
E outros seres inanimados
Que tocam liras de ouro
Que parecem tesouro
Mas continuo-o a não me entender
Sou outros como sou e
Sou eu como sou outros
Este turbilhão ecoa
Mas sou eu e outros
e…
Avistei em mim o erro
Não que eu erra-se
Mas o erro era eu
A força perdeu-se
Eu não compreendi
Que a força era eu
Só depois entendi
Publicado por ric_2662 em
02:41 PM
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